segunda-feira, 9 de junho de 2008

O papel

O papel branco convida-me
a um depósito eternamente frágil.
Pede-me com doçura e serenidade
que o faça existir,
implora vida, cor.

Ele quer ser paz,
quer ser guerra,
ser menino,
menina.

O papel na sua brancura
procura tinta.
Ele quer uma mão,
quer um lápis.
Ser uma canção

O papel novo deseja tornar-se velho
amarrotado,
amado ou odiado.
Não importa se depois será abandonado
atirado no chão, no lixo.
O que ele quer é existir
em palavras
em vida.


Autora: Jaqueline dos Santos Nascimento - 3º ano A

Um comentário:

Vitor Alencar disse...

muito bom texto Jaqueline, me surpreendo muito com suas palavras... grande poeta!